quinta-feira, 31 de março de 2011

Abertas Inscrições CURSO WMS

Gestão Estratégica de Armazenagem e Movimentação com ênfase no sistema WMS (Logistiks)

NOVA DATA PARA  INÍCIO 28/05



16 horas - Profs. Jorge Mota e Daniel Brasil - dias 28/05 e 11/06 (8h-12h e 13h-17h) - R$230,00 e R$200,00 para alunos e ex-alunos Facottur;
(confirmado pelos professores)

Ementa do curso: Conceitos e técnicas para a organização logística; gestão de recursos; desempenho; movimentação de materiais; custos do gerenciamento de armazéns.

Prof. Jorge Mota - Graduado em Administração com Ênfase em Marketing, Pós-graduado em Gestão em Logística – FAFIRE. Experiências profissionais, nas áreas Administrativas, Financeira e Logística em Organizações Federais, Estaduais e Privadas, Coordenador do Curso de Logística da FACOTTUR, Docente da Faculdade ESUDA e Escola Técnica Regional – ETR, ministrando as disciplinas: Gestão da Qualidade, Armazenagem e Movimentação de Materiais, Administração de Transporte e Distribuição, Logística empresarial, Gestão de Suprimentos e Auditoria.

Prof. Daniel Brasil - Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco com MBA em Logística Empresarial pela UPE, Mestrando em Gestão da Produção- UFPE, Fundador da Hive.log S/A, empresa especializada no desenvolvimento de soluções em tecnologia da informação para Logística. Participou de diversos processos de implantação de WMS Logistiks em operações do Carrefour, Ajinomoto, Kimberly Clark, Marilan, Melitta, Intral e Tigre.

Link para inscrição: www.facottur.org/gestao-estrategica.htm

domingo, 27 de fevereiro de 2011

LOGÍSTICA É A NOVA MINA DE EMPREGO


Logística a reboque do desenvolvimento
Micheline Batista
michelinebatista.pe@dabr.com.br
Edição de domingo, 27 de fevereiro de 2011

Consolidação de Suape como hub port aumenta demanda por serviços logísticos, gerando empregos Imagine Suape daqui a cinco anos. Vamos estar produzindo navios, fabricando automóveis, refinando petróleo e produzindo insumos petroquímicos. Algo impensável até pouco tempo atrás, escrevemos na abertura da primeira matéria desta série, no dia 30 de janeiro. Agora imagine o fluxo intenso de cargas que tudo isso deverá gerar. Vamos saltar de 9 milhões de toneladas, em 2010, para 48 milhões em 2016. Entre as atividades de apoio, talvez a de logística seja a mais importante nesse contexto e é justamente esse segmento que vamos abordar nesta quinta e última matéria da série.

Nenhum complexo industrial portuário sobrevive sem uma boa infraestrutura logística. Além de uma plataforma multimodal de transporte, que inclua pelo menos os modais rodoviário e ferroviário para escoar a carga que chega ou sai pela via marítima, é necessário ter empresas que cuidem do planejamento e do controle do fluxo e da armazenagem dos produtos. Suape já possui um pequeno polo de empresas que dão algum suporte junto à zona primária. Mas isso é só o início.
Com a consolidação de Suape como um porto concentrador de carga (hub port) para as regiões Norte/Nordeste, a demanda por serviços logísticos, acredite, vai bombar. A localização geográfica é mais do que privilegiada - quatro capitais a um raio de 300 quilômetros e outras três em um raio de 800 quilômetros. Uma área que concentra 90% do Produto Interno Bruto (PIB) da região Nordeste.
´A logística está sempre a reboque do desenvolvimento. Qualquer movimento importante de investimento aumenta o fluxo de materiais e consequentemente a demanda por serviços logísticos. É isso que está acontecendo agora em Suape`, diz Edson Carillo, diretor da Associação Brasileira de Logística (Aslog).
Segundo Carillo, como não há profissionais suficientemente qualificados no mercado, muitas vezes é preciso ´adaptar` trabalhadores para atuar nas áreas técnica e gerencial. As empresas costumam contratar administradores de empresas e engenheiros, especialmente de produção, com pós-graduação na área de logística.

No nível básico, os trabalhadores são disputados com a indústria da construção civil. Quem tem alguma experiência, sai na frente. É o caso de Gilson José da Silva, 27 anos, conferente na Widrose há sete meses. Antes, foi auxiliar de manutenção por cinco anos no Tecon Suape, empresa que faz carga/descarga e armazenagem de carga geral e contêineres.
´Não é difícil arranjar emprego, principalmente para quem tem experiência. Ter conhecimento (contatos) também ajuda`, diz Gilson, que possui ensino médio completo e mora no Engenho Mercês, vizinho ao porto. A mudança de emprego também significou aumento de salário, de R$ 678 para R$ 900.

A Windrose começou com agenciamento martítimo e há cinco anos ingressou no ramo logístico. Hoje, movimenta cerca de 200 contêineres/mês. Em Pernambuco são 75 funcionários, 12 deles admitidos em apenas uma semana. ´Com a movimentação de carga crescente, existe a perspectiva de contratarmos mais gente. E temos a preocupação de dar prioridade à mão de obra local, apesar de pouco qualificada`, afirma o gerente de operações Pedro de Macedo.
Será necessário, portanto, fazer um esforço para qualificar os pernambucanos. O diretor técnico do Senai-PE, Uaci Matias, reconhece que a entidade precisar dar um upgrade no seu curso de logística para poder atender à expansão desse segmento no estado. ´Pernambuco está avançando para uma logística expandida e extremamente sofisticada. Precisamos acompanhar esse ritmo`, conclui

Futuro apresenta-se promissor

 O potencial de Suape atraiu a atenção de um dos maiores operadores logísticos do país - a Localfrio. O grupo acaba de adquirir quatro empresas do ramo: Suata Transportes, Suata Armazéns Alfandegados, Suata LOG e Atlântico Armazéns Gerais, localizadas na retroárea do porto. Neste ano, o grupo vai investir R$ 20 milhões no estado e gerar pelo menos 250 novas vagas de emprego, além das 400 já existentes.
Vamos comprar 30 novos caminhões para a Suata Transportes - só aí serão necessários 90 motoristas. E na Suata LOG, que deve começar a operar ainda este ano com um primeiro galpão, serão pelo menos 100 funcionários`, diz o presidente do grupo, Marcelo Orpinelli.

O superintendente de Logística e Transporte da Localfrio, Marco Antonio de Oliveira, explica que, para ser operador de empilhadeira, por exemplo, não basta ter carteira de motorista. ´É preciso ter conhecimentos de informática, pois as máquinas com capacidade superior a 45 toneladas são computadorizadas`.

Com o crescimento de Suape, as empresas de pequeno e médio porte provedoras de serviços que se integram ao porto em si e a suas indústrias deverão começar a se instalar no 3º nível, ao seja, nos municípios do entorno. O 3º nível costuma responder por 60% dos empregos nos maiores portos do mundo.
De olho nesse mercado, a Cone anunciou a instalação de um condomínio de negócios bilionário no Cabo de Santo Agostinho - um investimento de R$ 1,4 bilhão, tendo como sócios a Moura Dubeux Engenharia e o Fundo de Infraestrutura (FI-FGTS). O braço logístico desse condomínio (Cone Multimodal) poderá abrigar até 50 empresas e gerar cerca de oito mil empregos.
´Estamos a 6,5 quilômetros da zona primária do porto disponibilizando 1,1 milhão de metros quadrados para empresas de logística`, argumenta o presidente da Cone, Marcos Roberto Dubeux. A primeira fase do Multimodal deverá estar funcionando em abril e até o fim do ano pelo menos dez empresas estarão instaladas. (M.B.)